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8 de Abril de 2020

Inovações nos endereços da internet

Nomes de domínios são os endereços memorizáveis na web.

Whois Privacy, Consultor Jurídico
Publicado por Whois Privacy
há 2 meses

Na década de 80, o cientista da computação Jonathan Bruce Postel, conhecido popularmente como Jon Postel, se tornou o líder de um projeto inovador, que introduzia endereços mais fáceis de se memorizar nas redes de computadores. Tais endereços se denominam pelo nome de domínios.

Domínios nada mais são do que endereços com letras e números, que substituem numerações longas dos endereços de IP (Internet Protocol) e são classificados em ccTLD (Country Code Top Level Domain), ou seja domínios de códigos de países e gTLDs (Generic Top Level Domains), que significa que são domínios genéricos.

Jon Postel introduziu tais nomes, antes mesmo da internet existir por definitivo. Foram criados 7 domínios genéricos (gTLDs), sendo eles o .com, .net, .org, .gov, .mil, .edu e .int. Enquanto isto, cada páis e seu território com determinada autonomia recebia um ccTLD baseado no ISSO 3166-1 alpha 2. Foram centenas de códigos de países criados entre as décadas de 80 e 90, tais como .us para os Estados Unidos, .co para Colômbia, .py para o Paraguai, .fr para França, .su para União Soviética, .pt para Portugal, .jp parra o Japão, .br para o Brasil (criadod em 1989) e vários outros códigos.

A partir dos anos de 2000, a ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), entidade global sem fins lucrativos responsável pela delegação de tais sufixos, abriu vários processos para a criação de novos sufixos de domínios genéricos o objetivo de “descongestionar” o .com. Foram introduzidos o .biz, .name, .info, .mobi, .pro, .aero, .xxx, .cat, .post, .museum e .jobs, porém em 2009, iniciou-se um debate sobre um programa para liberar mais nomes de domínios no mercado e no espaço virtual, afim de promover maior concorrência, inovação e criação e uma variedade de opções aos consumidores. Foram mais de 1.000 novos nomes de domínios genéricos introduzidos, como .xyz, .top, .icu, .lgbt, .gay, .red, .pink, .blue, .gdn, .soccer, .ski, .global, .capital, .africa, .lat, .ltda, .srl, .rio e muitos outros que possuem preços diferentes, abordagens e regras de registro diferentes e um público alvo diferente.

A organização que executa as operações do ccTLD .BR, solicito a criação dos domínios genéricos (gTLDs) .BOM e .FINAL, ambos foram delegados em 2015, porém se encontram inoperantes e sem prazo para o lançamento divulgado até o momento.

Apesar de uma grande variedade de endereços na internet, os novos domínios genéricos (gTLDs), estão enfrentando dificuldade em alcançar seu público alvo, dois grandes fatores que contribuem para um crescimento fraco destes domínios genéricos, são a popularidade internacional do .com e o uso de domínios em códigos de países. Sendo que em países como Brasi (.br) l, Reino Unido (.uk) e Alemanha (.de), os domínios nacionais são mais populares e mais bem aceitos do que os domínios genéricos, como o .com.

É notável que a falta de organização e planejamento da ICANN, associados ao excesso de opções para uma baixa demanda, desencadeou problemas na aceitação destes novos sufixos de domínios genéricos.

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